
Quem somos
Sobre nós
Movimento social formado por moradores, agricultores, caiçaras, artistas e educadores.

A Rede de Agroecologia, Pesca e Cultura de Caraguatatuba é um movimento social formado por moradores(as), agricultores(as), caiçaras, artistas e educadores(as) que atuam na cidade com o propósito de construir comunidades mais autônomas em relação à alimentação, à água, à energia e à renda.
Para isso, entende-se como essencial a territorialização das comunidades e a organização de lutas em torno de bandeiras como a agricultura urbana, a pesca artesanal, a agroecologia, a cultura popular, a economia solidária, a defesa dos direitos do povo caiçara, a valorização dos povos e comunidades tradicionais, as soluções baseadas na natureza e a luta por terra e território.
Nossas bandeiras
Lutas que nos movem


A Cultura Popular
A cultura popular é uma das bases fundamentais da vida coletiva em Caraguatatuba. Seus saberes, cantos, danças, festas e tradições atravessaram tempos de colonização, escravidão, pobreza e exclusão, e continuam sendo fontes de resistência, memória e pertencimento. As manifestações populares são referências de identidade e de luta, e merecem ser valorizadas como patrimônio vivo das comunidades.
Valorização e Defesa dos Direitos do Povo Caiçara
Respeitamos e honramos o povo tradicional que habita e que cuida desta terra. Somos parceiros na luta realizada pelo Coletivo Caiçara de São Sebastião, Ilhabela e Caraguatatuba em defesa do território e dos direitos das comunidades caiçaras. Desde o extrativismo sustentável de madeira, passando pelas roças caiçaras, pela pesca e maricultura artesanal e culminando na medicina caiçara, todas estas práticas ecológicas nos ensinam sobre as interações adequadas com os ecossistemas. A Rede assume o compromisso de apoiar as Comunidades Caiçaras de Caraguatatuba na sua autodeterminação, na sua permanência digna nos territórios e na valorização da cosmovisão caiçara.
Economia Solidária
O mercado de trabalho do Litoral Norte, em grande parte, se organiza com base em empregos precários, terceirizados e sazonais, o que torna a vida econômica da população vulnerável. A economia solidária surge como alternativa concreta para construir outra lógica de produção e circulação de riquezas. Acreditamos em uma organização econômica baseada na autogestão, na cooperação, na comercialização justa e na distribuição equitativa dos frutos do trabalho, garantindo que a renda permaneça mais próxima das comunidades.
Soluções Baseadas na Natureza
O crescimento populacional e as grandes obras de infraestrutura pressionam cada vez mais os ecossistemas locais, agravando problemas como impermeabilização do solo, enchentes, perda de biodiversidade e degradação ambiental. Por isso, defendemos a adoção de soluções baseadas na natureza como caminho para enfrentar esses desafios. A restauração de rios e córregos, os jardins de chuva, as drenagens naturais, o manejo agroflorestal, a recuperação de restingas e a criação de bosques e quintais produtivos são estratégias essenciais para construir cidades mais resilientes e sustentáveis.
O protagonismo feminino
Entendemos que o processo de expropriação dos territórios, da perda dos comuns e da concentração de poder também reforçou uma divisão sexual do trabalho que sobrecarrega as mulheres com responsabilidades não remuneradas, enquanto as expõe à exploração e à opressão. Por isso, a retomada dos territórios e a construção de novas formas de vida coletiva precisam contar com o protagonismo feminino, promovendo liderança, autonomia e uma divisão mais equilibrada das tarefas entre os membros das comunidades.
A Luta por Terra e Território
Nenhuma das bandeiras anteriores faz sentido sem a garantia de terra e território. Sem acesso aos bens comuns da natureza, não há soberania alimentar, hídrica ou energética. Em Caraguatatuba, essa luta se conecta diretamente à defesa do povo caiçara, à reforma agrária popular, à moradia digna, ao direito à cidade, à destinação de áreas públicas para projetos comunitários e à articulação entre comunidades, coletivos e movimentos para construir autonomia e resistência.Faça parte da Rede
Venha somar com a Rapecca e construir, junto com a comunidade, um futuro mais autônomo e agroecológico.